segunda-feira, 12 de março de 2012


12 de Março de 2012 

Volto com a mesma saudade
Venho com o mesmo respeito
Mostrar que pode o tempo passar
Que pode passar o tempo que for
Eu sempre vou voltar

sábado, 12 de março de 2011

É doce
Sabe ser doce
Quando molha
Me enxuga
É silêncio
É barulho
É tudo 
Tudo que se pode ser
Mas ainda sim
É doce

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Eu queria que tivesse dado certo
Queria e ainda quero
Mas preciso ir embora
Pra poder um dia, quem sabe
Ficar mais perto

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Será sonhar pra sempre
Será sempre o fim
Será enfim levantar e esquecer como andar
Será andar e cair a cada passo
Será dar o passo e cair de cansaço
Será o cansaço minha desculpa
Será a desculpa pra ficar no chão
Será olhar o céu e ver milhões de estrelas
Será vê-las e não poder toca-las
Será toca-las e morrer em um segundo
Será o segundo minha lembrança eterna
Será a eternidade minha companheira
Será a companhia deste manto de areia
Será a areia
Será que constrói castelos
Será castelos pro mar levar
Será levar e pegar de volta
Será a volta um dia
Será um dia verde novamente
Será novamente verde só pra mim?

domingo, 5 de dezembro de 2010

Tudo que eu fui
Voa pra longe de mim
Tudo que eu sou
É motivo pra deslumbramento e curiosidade
As vezes me pergunto porque algumas vão tão depressa 
Que se perdem na ventania
Juntam-se as outras folhas, flores e entram em uma casa qualquer
Outras ficam em meu tapete colorido
Onde cada cor tem seu lugar certo pra ficar
É ali que elas caem
Mas não é sempre que posso culpar a tempestade pelas faltas que tenho
Minha raiz é forte
Minhas folhas mais ainda
Me firmo ao chão
Enquanto minhas folhas e flores me resplandece

sábado, 27 de novembro de 2010

Os carros
Seguem pelas ruas  
Os bancos
Ali parados, me pedindo pra suscitar
A rua
Elas parecem agora, ter limites 
A praça
Me persegue 
A cadeira
Está de pernas pro ar
A cama
Ela dorme enquanto vigio 
O táxi
Me pergunta e eu não sei responder
A escada
Ainda não diminuiu os degraus pra que eu possa subir
O portão
Pede pela chave, mas não sei em que veia deixei
O guarda-chuva
Abre, mas ainda me molho
A música
Vem gritando, introduzindo mais memórias
Os sons
Me deixam muda
A boca
Me faz fechar os olhos
As mãos
Estão longe, do que um dia foi perto demais
O toque
Causa
O vento
Corroí
A chuva
Me seca
O Sol
Me molha
A janela quebrada
Continua quebrada
Água caindo
Ainda descamba, resvala e continua a me lançar
Quanto tempo demora pra chegar ao chão?

sábado, 20 de novembro de 2010


Dentre o silêncio de dentro e o barulho de fora, você consegue tropeçar nas próprias pernas constantemente.
Se fecha e fecha os braços. E mesmo assim ainda sente o vento tocar.
Sobe e desce as escadas sem cansar. Desce e viu que deixou algo importante cair. 
E percebe que tem uma mancha. Você tenta limpar, mas o brilho não quer aparecer.
Você lava com água e sabão. E ainda sim fica uma mancha. Mas continua bonito. 
Você gosta de olhar as formas e cores que ele ainda possui.
Coloca no lugar mais bonito de sua casa. Olha, mas não vê mancha. Vê algo que faz parte. Que só o tempo tem poder de fazer.
Em um piscar de olhos, se quebra.  A mancha se mistura as partes decoradas. Você cola e ainda sim, é bonito de ser ver. Um mosaico de sentimentos. Você coloca em sua estante, em um lugar mais alto. 
Tocar já não é mais possível. Um simples olhar, e ele se quebra. Ainda está frágil. E você ainda precisa escutar o barulho de dentro e o silêncio de fora. É preciso dar um passo de cada vez. É preciso abrir os braços, soltar os laços, dar-se uma chance e viver. 












viver!



















sábado, 6 de novembro de 2010


O que será que será
Que andam suspirando
Pelas alcovas?
Que andam sussurrando
Em versos e trovas?
Que andam combinando
No breu das tocas?
Que anda nas cabeças?
Anda nas bocas?
Que andam acendendo
Velas nos becos?
Estão falando alto
Pelos botecos
E gritam nos mercados
Que com certeza
Está na natureza
Será, que será?
O que não tem certeza
Nem nunca terá!
O que não tem concerto
Nem nunca terá!
O que não tem tamanho...
O que será? Que Será?
Que vive nas idéias
Desses amantes
Que cantam os poetas
Mais delirantes
Que juram os profetas
Embriagados
Está na romaria
Dos mutilados
Está nas fantasias
Dos infelizes
Está no dia a dia
Das meretrizes
No plano dos bandidos
Dos desvalidos
Em todos os sentidos
Será, que será?
O que não tem decência
Nem nunca terá!
O que não tem censura
Nem nunca terá!
O que não faz sentido...
O que será? Que será?
Que todos os avisos
Não vão evitar
Porque todos os risos
Vão desafiar
Porque todos os sinos
Irão repicar
Porque todos os hinos
Irão consagrar
E todos os meninos
Vão desembestar
E todos os destinos
Irão se encontrar
E mesmo padre eterno
Que nunca foi lá
Olhando aquele inferno
Vai abençoar!
O que não tem governo
Nem nunca terá!
O que não tem vergonha
Nem nunca terá!
O que não tem juízo...

Chico Buarque

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Meu prefacio vem em forma de água!
Mostra meu egoísmo. 
De querer dividir uma dor só minha!
De preocupar alguém. 
Com uma preocupação que é só minha!
De sonhar, e querer contar.
Um sonho que é só meu!
Não brigue comigo, não me castigue!
Que eu não sonho mais!






quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Eles subtraem
Nós tentamos somar
Eles mentem
Nós perdemos a fala
Eles não trabalham
Nós suamos
Eles tem carros importados
Nós andamos
Eles tem mansões
Nós temos barracões
Eles tem terno e gravata
Nós andamos "nus" pela estrada
Eles tem um lugar na mídia
Nós temos um no jornal
Embaixo de uma ponte
Ou internado no hospital

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Eu sei, eu sei que é difícil 
Mas eu sei que você pode
Você é forte
Este não é o primeiro
E você mais que ninguém
Sabe que não é o ultimo
Sabe que ainda vai ter que lutar
E nós vamos te ajudar
Acredite em você
Confie em nós
Estamos juntas
Estamos aqui
Por você
Por nós
Por todos

domingo, 26 de setembro de 2010

É a confusão
É a ansiedade
É todos os sentimentos
É a cama
É eles
É elas
É o chão
É a  parede
É o teto
Sou eu
Sou medo
Sou ansiedade
Sou todos os sentimentos
Sou a casa
Sou eles
Sou elas
Sou terra
Sou além
Estou do lado
...de dentro

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Tudo aqui está acelerando, explodindo, gosto disso, gosto quando a vida se exibe, é um transe encantador. Encanto me deixa excessivamente alegre, excessivamente triste. Mas isso só me faz lembrar que eu existo e persisto.
Persisto em tudo, acho que herdei isso de meus Pais, tenho belíssimos exemplos.
Sou saudade. Sinto saudade até do almoço de ontem, é difícil explicar, é como se minha pele reclamasse cada tchau ou boa noite. 
Sou amor, raiva, risos, gritos e assobios. Falo sozinha sim e adoro isso, adoro conversar comigo, as vezes me dou conselhos(risos), não me importo com a opinião de algumas pessoas, algumas. Mas me importo com a opinião de pessoas que  gosto. Pois as vezes elas se tornam o nosso espelho interior, nos fazendo ver o que está na estampado na cara. 
Gosto do nascer do dia, de descer as escadas assobiando, cantando e as vezes falando sozinha, gosto de ouvir  bentivi pela manhã, ele me faz lembrar dos tempos de criança, era meu despertador, sinalizava que eu tinha que brincar, hoje a brincadeira é diferente, mas não deixou de ser divertida.
Diversão que me faz vibrar, lembrar aquele olhar sem rodeio, quando conta, inventa. Sinto-me renascida. 
A solução e o mais doce dos meus problemas.
A você dedico todos meus suspiros e  poemas.
A você!

sábado, 24 de julho de 2010

...
As frutas caem e a senhora se abaixa
A senhora se abaixa e as frutas se levantam
As frutas e a senhora vão embora

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Me inspira
Me nutre
Me deita
Me ergue
Me  segura
Me  causa
Me rufa
Me irisa
Me  toca
Me imobiliza
Me vulcaniza
Me ecoa
Me lambe

quarta-feira, 21 de julho de 2010



As câmeras mostram agressão

Aqui no estado ao lado

Eu olho mas não presto atenção

Os voos são cancelados

Os atrasos são frequentes

E eu só ando de ônibus

E também não estou contente

Passo os olhos pela notícia

Tento me concentrar

Mas não consigo

Pois nele estou a pensar

As guerras continuam

Pessoas se despedem do mundo

Um tchau forçado na multidão

E eu egoista pensando só em você então

Conversão ao judaísmo causa revolta em Israel

Não consigo pensar em mais nada e viro o papel 

O documentário sobre MPB continua

Uma brasileira conquista  ouro

Meu time faz um teste para libertadores

Mas não quero saber de mais nada

Tudo isso me farta

As notícias são sempre as mesmas

Os rostos é que mudam

Mas eu continuo a pensar em você

Virando as costas pro mundo

sábado, 17 de julho de 2010

Quando não estava aqui

Acorda
Acorda
Acorda
Abra seus olhos minha menina
Veja o que se passa em sua retina
Veja, olhe, escute e sinta o cheiro que vem do seu quintal
Dance como nunca dançou nesta vida
Abrace como nunca abraçou minha querida
Aproveite este momento único
Mostro o seu passado
Pra quem sabe passar esse fardo
Veja a janela
Olhe o piano
Mas você não pode tocar
Gostou da sua roupa
O vestido ainda continua guardado
Você precisa cuidar da sua saúde
Eu só te mostrei o seu passado
Pra que você andasse do meu lado
Como aquela vez, como agora
Então não olhe mais pra fora
Olhe pra mim
Estou indo agora
Mas volto outrora
O encontro entre ela e o vento
Algo inusitado, algo transparente
Que passa soberanamente
Ele a leva pra onde quer
Embaraça seus cabelos
Deforma sua pele
Ele faz o que quiser
Ela abre seus braços

Fica em pé
Esperando o vento
Que vem de um lado qualquer
As vezes ela fica dias parada
Olhando pro nada
O nada se mostra
O sol nas suas costas
Queima sua pele
Cega seus olhos
Esquenta seu coração
Para a tempestade então
O vento vem para aliviar
Ela sorri agradecida
OLha em sua volta
E se esquece da vida
A vida sem o vento era sem graça
Por isso ela saiu de casa
Não sabia o que esperar
Mas valeu a pena todo penar
Ela aprendeu a levar o vento
Com ele em seu peito
Vive sem medo
Dali ele não sai
Dali ninguém o tira
O vento agora transforma-se em lira
Lira pra levar
Lira pra lembrar
Do primeiro encontro entre ela e o vento
Nos campos a voar

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Segura meus braços
                   bruços
                   buços

Solta meus laços
                ecos
                roucos
                soltos

Beija minhas mãos
E foge na contramão

Suga minha boca
                 rouca
                 solta
Tira meu juízo
                   sorriso

sorriso  
                             
                              sorriso

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Grama verde, verde grama, grama verde, verde grama... 
HUNF!

sábado, 10 de julho de 2010

Gu
    ar
      dei
dei

  Con      
                                   ser
           vei

                                                         Ar
                 Ar
                    re
                      ca
                                      dei
dei

                                                        A
                                com
                                          panhei

                   Ob 
                       ser
                             vei

                                                                                          Re 
     ser           
                                  vei

                          De    
                                             fen 
                                                                 di

                                                                                     feri
             

                                  Li
  li
    vrei
                    
                                                                             E

Di 
                                         feri 
                                                            di
         feri

                                                                                                Eu

                      agi
      tar

                                de 
                                                                   MaS

An
    tes 
                                 de

Vo

De 
                                                                                               si
       stir

                                                           e 

de
                                                                       pois
                             
                                 pois

                                                                                                         ri
                    eu
ri