As horas passam e ele não voltou
A jovem o espera sentada aflita
Devaneios a tormentar
Um corpo cansado de diligenciar
Ela conversa sobre poemas
Ri e se assusta
Se emociona e se coloca
O relógio não tem piedade
Os ponteiros a deixam louca
As horas passam
A vontade parece atenuar
Seus pensamentos sobejam
Continua a salivar
Será a fome ou o amor
Que transforma a euforia em dor
Sera a hora ou o ócio?
Ânsia e serenidade em uma mesma oração
Ela achou engraçado
A forma como ele calçou os calçados
Sera uma criança embutida
Se é eu não sei
Que foi eu sei
Ela tenta dormir
Esquece que ele tem que sair
Mas sair pra onde,sair pra que e porque?
Não levanto, não acordo e ainda escondo a chave
Gosto de ver as expressões daquela face
O relógio parece ajudar
A moça dorme
O moço pensa
O relógio para
A pilha acaba